Quarta-feira, 28 de Novembro de 2007

História de Tomar

      No século I a.C., os romanos construíram uma cidade na Península Ibérica a que deram o nome Sellium situada na margem esquerda do rio Nabão. 

     

     Após os romanos, os povos bárbaros como os Visigodos fixaram-se aqui, depois da guerra ter praticamente destruído Sellium.


     No reinado de D. Afonso Henriques, Gualdim Pais é nomeado Grão-mestre da Ordem dos Templários e o rei ofereceu a esta Ordem toda a zona de Ceras assim conhecida porque o único castelo que existia na região era o de Ceras, mas este não era suficiente para a Ordem. 

    

     No dia 1 de Março de 1160, inicia-se a construção do Castelo de Tomar que, do ponto de vista militar, é muito inovador para a época. 

     Dentro das suas muralhas, o castelo foi dividido em três partes distintas: uma zona habitacional, uma militar e uma intermédia, tendo assim duas portas, a do Sol e a de Almedina.


      Para que as pessoas se fixassem, D. Gualdim Pais concedeu o foral a Tomar, que passava assim a ser vila, em 1162.

    

    Após a ocupação da zona habitacional, a população começou a descer e a ocupar zonas mais perto das férteis margens do Nabão, limitando a vila à área de um quadrado perfeito, após a construção de seis ruas. Esta é a vila templária.  


     Em 1312, o Papa Clemente V aboliu a Ordem dos Templários mas, em Portugal, o rei Dinis criou a Ordem de Cristo, transferindo todas as propriedades e pessoas da ordem extinta. Em 1338, Tomar volta a ser a sede da Ordem.

 

  O rei D. João I nomeou o Infante D. Henrique, seu filho, Governador da Ordem de Cristo.

     

   O Infante veio morar para Tomar, criando, no Castelo, os dois primeiros Claustros (o da Lavagem e o do Cemitério) e o Paço do Infante. Também mandou construir uma albergaria,os Estaus, da qual ainda hoje existem traços na actual Rua dos Táxis.


     Nesta altura, os judeus começaram a fixar-se em Tomar e o infante criou para estes uma Judiaria. A Sinagoga é única em Portugal, visto ser a única Sinagoga existente construída para esse efeito. A vila templária ganha novas formas, sendo aumentada pelo Infante e tornado-se a vila henriquina.


     D. Manuel I criou um estilo próprio e imponente, o estilo manuelino, com o qual remodelou e aumentou a igreja templária, que deixaria de ser apenas uma torre redonda e passaria a ser uma majestosa igreja. A Janela do Capítulo, considerada um dos pontos culminantes da arte manuelina.


     O rei, para agradar aos reis católicos, tentou transformar os judeus em cristãos novos. O seu filho, D. João III, ao suceder o seu pai, construiu no Castelo mais cinco Claustros, tapando a Janela do Capitulo. É nesta época que se inicia a Inquisição por todo o país, tendo até havido autos-de-fé em Tomar.


     Para além disso, o rei transformou a Ordem de Cristo numa ordem exclusivamente religiosa e mandou reformular a Igreja de Santa de Maria dos Olivais.


     Com a morte de D. Sebastião em Alcácer Quibir, o país fica nas mãos dos espanhóis e quem sucede ao trono é o rei Filipe II de Espanha. Durante o reinado dos Filipes, estes mandaram construir o Aqueduto dos Pegões, a Portaria do Castelo e a Mata dos Sete Montes.


     Tomar foi elevada a cidade por D.Maria II, a 13 de Fevereiro de 1844, sendo a primeira cidade do distrito de Santarém. Embora a cidade começasse a despertar para a industrialização, não teve uma evolução visível e, devido ao aumento populacional, foi-se expandindo. 

publicado por CasteloCriativo às 17:12
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Quinta-feira, 22 de Novembro de 2007

Contacto com o professor Eduardo

  No passado dia 15 de Novembro, contactamos com o professor Eduardo, que lecciona História de Portugal na Escola 2, 3 Nuno Álvares Pereira para conhecermos melhor a história da nossa cidade e principalmente a que se relacionacom o Castelo. O professor dispos-se logo a explicar-nos factos e as lendas que desconheciamos e que nunca encontramos ao longo da nossa pesquisa. Desde já agradecemos a sua disponibilidade.

  Gostariamos de partilhar convosco uma lenda sobre a origem do nome Tomar.

  Conta a lenda que num certo dia, um besteiro, que percorria toda a região oferecida à Ordem Templária pelo rei D. Afonso Henriques, encontrou uma zona com um rio, com margens férteis e com vários montes, indicados para a construção de um castelo e comunicou a sua descoberta a D. Gualdim Pais, Grão-mestre da Ordem, que desde logo se interessou.  O cavaleiro, ao chegar ao vale do Nabão, tirou três vezes à sorte para escolher o monte onde construiria o seu castelo e das três vezes calhou o mesmo monte. Os outros membros da Ordem subiram até ao cimo onde encontraram um javali e, tentando agarra-lo, só gritavam “Toma-o, toma-o!”. O Grão-mestre, que vinha mais atrás, baptizou o futuro castelo como Castelo de Tomar e dai nasceria, mais tarde, o nome da cidade de Tomar.

publicado por CasteloCriativo às 21:39
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Conferência sobre o Convento

    Na passada quinta-feira, dia 15 de Novembro, falámos com um docente do IPT (Instituto Politécnico de Tomar), o Dr. Sílvio Brito que nos ajudará a realizar o inquérito à população do qual pretendemos tirar conclusões sobre o tipo de cidadão que existe na nossa comunidade e a partir daí desenvovler o nosso projecto sabemos que tipo de necessidades a comunidade apresenta para lhe podermos dar resposta. Este professor ainda nos indicou uma conferência que viria a haver nesse mesmo dia com o Dr. Jorge Custódio, um tomarense residente em Lisboa que desenvolveu um estudo sobre o Convento de Cristo, do qual já foi director, exactamente sobre o Convento nos séculos XIX e XX, à qual fomos assistir e no final pedimos ao Dr. Jorge Custódio que nos facultasse alguns dos seus escritos e uma entrevista, pedido a que acedeu atenciosamente.

 

publicado por CasteloCriativo às 19:43
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